Renato Russo 60 anos

Hoje, 27 de março de 2020 o cantor Renato Russo faria 60 anos e é notória a sua importância no cenário musical, social e político nos últimos 30 anos.

É sabido também, que ele não curtia a ideia de ser considerado um ídolo, mártir ou guru da juventude.

Costumeiramente, quando fãs o encontravam extasiados por sua presença, Renato gostava de conversar, de saber sobre o que as pessoas liam, ouviam e de se mostrar em pé de igualdade/ humanidade com todos que o procuravam.

Aos mais afoitos gostava ainda de recomendar leituras, músicas e experiências culturais, a fim de colaborar com a sua percepção e consciência de igualdade.

Por isso, neste dia tão especial resolvi homenageá-lo de uma forma diferente, ao seu modo, recomendando experiências culturais e de aprendizado aos seus fãs, o que talvez ele indicasse, se estivesse vivo certo?

Então, bora lá?

renato-russo

Livros

O apanhador no campo de centeio de J. D. Salinger

Um garoto americano de 16 anos relata com suas próprias palavras as experiências que ele atravessa durante os tempos de escola e depois. Revela o que se passa em sua cabeça. O que será que um adolescente pensa sobre seus pais, professores e amigos?

Morte em Veneza – Thomas Mann

A morte em Veneza é uma das novelas exemplares da moderna literatura ocidental. O livro narra a história do escritor Gustav von Aschenbach, que viaja a Veneza para descansar e lá se vê hipnotizado pela beleza do jovem polonês Tadzio, mais tarde daria origem ao notável filme homônimo do diretor italiano Luchino Visconti, de 1971. A novela tem diversos traços autobiográficos e está centrada na relação entre artista e sociedade, um tema muito caro à obra de ficção do escritor, sobretudo nos primeiros trabalhos. A nova tradução é de Mario Luiz Frungillo.

Poemas completos – Alberto Caieiro (heterônimo de Fernando Pessoa)

Poemas Completos de Alberto Caeiro é uma coletânea de obras de Alberto Caeiro, um dos heterônimos de Fernando Pessoa. É prefaciada por Ricardo Reis e posfaciada por Álvaro de Campos, e compõe-se de: O Guardador de Rebanhos, O Pastor Amoroso e Poemas Inconjuntos.

Filmes

E o vento levou – direção: Victor Fleming

Scarlett O’Hara é uma jovem mimada que consegue tudo o que quer. No entanto, algo falta em sua vida: o amor de Ashley Wilkes, um nobre sulista que deve se casar com a sua prima Melanie. Tudo muda quando a Guerra Civil americana explode e Scarlett precisa lutar para sobreviver e manter a fazenda da família.

Privilégio – direção: Peter Watkins

Steven Shorter é o maior astro da música britânica. Ele é ouvido por todos, de adolescentes a velhos. Todos na Inglaterra o amam. Até que seus produtores e empresários começam a usar sua popularidade para projetos econômicos dos mais variados. Enquanto Steven perde sua individualidade e se torna um produto, sua posição de ícone será útil para os setores mais conservadores da sociedade do Reino Unido: a Igreja e o Estado querem usá-lo para combater o ateísmo e o comunismo, tornando-o um instrumento do fundamentalismo religioso e de um nacionalismo de cunho fascista.

Cinzas no Paraíso – direção: Terrence Malick

Em 1916, Bill, um trabalhador de Chicago, mata o chefe da usina siderúrgica em que trabalha. Ele foge para o Texas com sua namorada Abby e sua irmã mais nova, Linda. Para evitar fofocas, Bill e Abby fingem ser irmãos e são contratados como parte de um grupo sazonal para trabalhar nos campos de trigo de um rico fazendeiro, o qual descobre estar morrendo de uma doença não identificada. Quando ele se apaixona por Abby, Bill encoraja sua namorada a casar-se com o fazendeiro para herdar seu dinheiro.

Música

Ópera Tristão e Isolda – Richard Wagner

Numa carta a Liszt, Wagner diz ter escolhido o tema dessa velha romance medieval como forma de sublimação do seu próprio Destino amoroso que, segundo ele, teria sido sempre sombrio. Os primeiros esboços de “Tristão” datam de 1857. A sua primeira apresentação pública teve lugar no Teatro de Ópera da Corte de Munique passados 8 anos – mais precisamente a 10 de Junho de 1865 – e isso graças à intervenção de Luís II da Baviera, que, um ano antes, oferecera a Wagner a sua proteção permitindo-lhe o regresso à Alemanha.

The Flowers of Romance – Public Image Ltd

The Flowers of Romance é o terceiro álbum de estúdio da banda inglesa de rock experimental Public Image Ltd, lançado em 10 de abril de 1981 pela gravadora Virgin.

Pet Sounds – Beach Boys

Pet Sounds é o décimo primeiro álbum de estúdio da banda de rock americana The Beach Boys, lançado 16 de maio de 1966 pela Capitol Records. O álbum se caracteriza por ser diferente dos trabalhos anteriores da banda: no lugar do habitual rock and roll e da temática surf que os caracterizava, no disco predomina o pop barroco, com um conteúdo lírico mais sofisticado, sendo mais reflexivo e sentimental.

Agora aquela dica Master de Mr. Russel

“Tenha em mente escrever canções inspiradoras, canções de amor, esperança e amizade com belas melodias, letras delicadas, sábias e gentis. Tente ser fiel a si mesmo e você não errará. Lembre-se de todos aqueles que você ama e daqueles que amam você. Seja livre!!” Renato Russo

* Todas as referências foram retiradas do Livro das listas.

 

 

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Polêmica: Canalização e Mediunidade são a mesma coisa?

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Masculino Tóxico tem cura?

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Das Egotrips contemporâneas

Meu Lugar de Fala

Venho aprendendo com o exercício da empatia que existem realmente muitas dimensões de entendimento nesta realidade que habitamos.

As minhas escolhas, desejos, conceitos são apenas pautados no que eu já posso ser e ver.

Por mais que eu tenha sonhos, ideologias e planos perfeitos para o meu país ele nunca será compartilhado de forma completamente idêntica com outro ser, quiçá com 207 milhões, apenas e justamente porque somos sócio-culturalmente únicos.

A minha visão de justo, bom, coletivo, amoroso, respeitoso passa por olhares de sociólogos, educadores, antropólogos, filósofos, pessoas massa como Jesus Cristo e a minha família. Porém e apenas, a minha possibilidade de compreensão delas.

Tudo o que eu ouvi, li e observei foi digerido por mim durante muitos anos, encarnações e infelizmente, mesmo tendo tomado parte desse suco de sabedoria ainda não consegui assimilar a sua totalidade para poder me intitular a dona de qualquer verdade.

Nunca quis ser…

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Será uma revolução?

Será uma revolução?

A primeira vez que ouvi Legião eu tinha 5 anos. Foi a minha tia Helena, fã de Elvis Presley, quem me alertou sobre a importância da Banda e do seu vocalista para o cenário musical brasileiro: – “Yve, você precisa escutar essa música, é do Renato Russo!”, alertando-me entusiasmada ao som de Será. O impacto deste evento e a paixão sentida ao ouvi-los foi tamanha que nunca mais esqueci.

A canção de estreia do álbum intitulado Legião Urbana lançado em 2 de janeiro de 1985, pela EMI-Odeon foi realmente uma verdadeira revolução musical.

As onze músicas autorais do grupo retratam a vivência e os ativismos ideológicos dos jovens brasilienses – a Turma da Colina – e dão uma resposta, ou melhor, um chute na porta do conservadorismo vivido nos anos de chumbo da ditadura militar.

Por isso é praticamente impossível desvincular o lançamento do álbum Legião Urbana, da banda, também icônica, Aborto Elétrico, formada por Renato Russo e pelos irmãos Fê e Flávio Lemos.

Afinal foi essa tchurma, como Renato gostava de dizer, que tornou público o potencial artístico do movimento pós-punk de Brasília abrindo caminho para o sucesso em nível nacional de bandas como Plebe Rude, Capital Inicial e a própria Legião Urbana.

A sonoridade do disco influenciada pelo punk e new wave londrino foi uma conquista e uma negociação delicada coma gravadora EMI, haja vista a carência de produtores que acreditassem no retorno financeiro de artistas com um perfil tão contundente quanto a Legião Urbana.

O produtor Mayrton Bahia foi nesse sentido uma figura importantíssima para que a Legião Urbana cumprisse a sua primeira missão de forma tão contundente e improvável para o mercado fonográfico. Só para constar, o álbum vendeu mais de 1.200.000 cópias.

Para os mais críticos, a Legião se assemelhava a conjuntos já estabelecidos como The Cure, Gang of Four, Smiths e Ramones, contudo, a identidade Legionária estava, naquele momento, para além da sonoridade, nas letras de Renato Russo.

Contra todos e contra ninguém, 35 anos após o seu lançamento, o álbum Legião Urbana é ainda um retrato do país. As faixas, uma a uma se tornaram as mais conhecidas e emblemáticas para a grande massa, tornando-se verdadeiros hinos.

Em uma entrevista Renato Russo afirmou que as críticas ao primeiro álbum não dialogavam verdadeiramente com o espírito das canções.

“Muitos disseram que nosso primeiro disco é pessimista, político, pesado e negativo. Eu não acho, porque são apenas comentários de coisas da vida. ‘Será’ é uma música esperançosa, ‘Geração Coca-Cola’ aponta o dedo porque é irônica e ‘Por Enquanto’ fala de saudade, da coisa do amor. ‘O Reggae’ tem uma letra violenta sobre o sistema educacional e a hipocrisia em geral. Embora as letras não ofereçam soluções e happy ends, não acho que sejam pessimistas. É um reflexo do que a gente vive”, destacou.

Muitas vezes as críticas pareciam querer calar as importantes denúncias contra a violência urbana, como em Baader Meinhof Blues e os impactos da guerra, em Soldados.

Ali o eu lírico questionava as razões para a existência humana em um meio tão opressor e desigual, onde o desejo juvenil era apenas poder existir com liberdade.

Em A Dança, a levada new wave, com base eletrônica, traz no cerne a temática do machismo. Uma letra corajosa e ao mesmo tempo crítica aos próprios caras autointitulados punks, manos que de “tão espertos e modernos” acabaram cometendo os mesmos erros dos seus antecessores, como já alertara a canção de 1976 de Belchior: “Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais”.

Geração Coca-Cola tornou-se o tema musical dos último 30 anos, e, ironicamente deixou de ser compreendida nos tempos atuais, por uma parcela da população jovem, que por não terem visto de perto as injustiças da ditadura, assumem-se felizes filhos da tal ‘revolução’, que todos sabemos ter sido um golpe.

Petróleo do Futuro continua essas denúncias buscando clarificar a armadilha que havíamos caído. “Ah, se eu soubesse lhe dizer o que eu vi ontem à noite você ia querer ver, mas não ia acreditar. E o que é que eu tenho a ver com isso? Filósofos suicidas, agricultores famintos desaparecendo embaixo dos arquivos”.

E as ilustrações do encarte feitas pelo baterista Marcelo Bonfá? Faraós sendo exaltados, templos sendo levantados, imagens que dialogam e harmonizam, como as batidas de sua bateria, com a intencionalidade das letras.

Por enquanto, com quase 40 anos de existência, a jornada da maior banda de rock brasileiro segue mais viva do que nunca, respondendo afirmativamente o questionamento feito em Será:

– Não, não foi só imaginação. Muitas histórias incríveis aconteceram. Nada foi em vão. E sim, a Legião Urbana permanece vencendo a tudo!

Força Sempre! Viva Renato Russo!

Yve de Oliveira