Desabafo

Das voltas que o mundo dá eu tenho medo do ridículo. De me tornar ridiculamente frágil na sua presença. Tenho adquirido nos últimos anos um antígeno contra o seu mal amor, por isso, modelo a mim mesma como Clarice Lispector ou Frida Kahlo: Oculto o sofrimento e transporto para a arte. Paradoxalmente a essa realidadeContinuar lendo “Desabafo”

Prá Mim

Eu me preocupava demais com pessoas e situações. Subestimava a capacidade delas de ir além de qualquer prejuízo ou frustração. Tentava recolher todos os seus caquinhos, julgando estar fazendo ‘o melhor’. Assim, vivia por todxs menos por mim, minhas convicções ou intuições. Queria tanto ser livre sem perceber que estava presa ‘por vontade’. Achava oContinuar lendo “Prá Mim”

SelfGlossário

Leveza: Quando a alma dispensa as tormentas. Tranquilidade: Quando a gente sente uma ‘quenturinha’ no coração. Inspiração: Quando algo dos outros nos importa. Intuição: Quando o que vem de fora já não importa. Amor: A chave e a porta! Texto e foto: Yve Oliveira

Até quando Facebook?

Desativei o face! Voltei para organizar a casa! Visitei amigos, posts, compartilhamentos. Li memórias, intrigas, confusão, descaso. Vi amor, alegrias, sofrimento, angústia, abandono. Falta de bom senso, horror, terror, retrocesso. Vi. Li. Anotei. Postei Paulo Freire. Abandonei a necessidade de utilizar dos mesmos critérios para me manifestar para o sim ou para o não. SouContinuar lendo “Até quando Facebook?”

Aqui

Um dia. Uma vez. Um de cada. Uma escada. Uma porta, Uma ponte, Uma janela aberta. Um começo. Uma estrada. Um teto. Uma história. Um destino. Uma asa aberta. Um tropeço. Um descompasso. Um ar cansado. Um zunido. Um funil. Não esqueço. Desapareço. Entonteço. Escureço. Dá um nó em mim. Apareço. Amanheço. Re [começo]. IluminaContinuar lendo “Aqui”

A arte cura

Havia guardado o teatro na gaveta; inclusive o prazer da entrega, da catarse iminente, da percepção da minha arte e da minha voz. Havia enfeitado o conceito da dramaticidade artística, travestindo estilos literários confusos, Era uma falsa alteridade. Eu me lembro de ter dito uma vez sobre a minha paixão pelo teatro: – “O palcoContinuar lendo “A arte cura”