Desperta Narciso!

Desperta Narciso! Saia da borda, O lago transborda o teu penar. Vem, deixa eu te levar Prum outro mundo, pruma maneira mais leve de ser Sem dor, sem culpa, sem abandono Desperta Narciso! Teu reflexo não é maior que o teu sorriso Vem, deixa eu te mostrar Um mundo de esperança, de alegria verdadeira DaquelaContinuar lendo “Desperta Narciso!”

É tarde!

É tarde amor, vem deitar! O nosso tempo jaz rápido demais! Ao longe escuto teus últimos sussurros gritando: Mais, ais, is, i… e Já não dá mais! É tarde! A luz apagou, Meu olho cerrou, Teu corpo se desconectou dos meus sentidos Sem desequilíbrios. Nossa alma carece de mais Paz. Ah, não se apraz! Desfaz,Continuar lendo “É tarde!”

Destempero

Decido levantar. Não há possibilidade para o sono. Da janela, posso ver o céu repleto de estrelas e penso em você. Penso em nós. Dos passos e descompassos. Das nossas escolhas, ausências, silêncios, tormentos. Um dia, eu quis voltar no tempo; Quando tudo era propício, no início. Mas, sempre foi assim: descompromisso. Vida a empurrarContinuar lendo “Destempero”

Sobre a experiência com a maternidade

Hoje perdi a conexão com a poesia rasa e (des) criei a necessidade de falar de amor do jeito que você espera. Porque o amor não tem nada de romântico, nem poético. Amor, meu caro, é selvagem sanguíneo, inconsequente. Arde, queima, dói. Meu querido, amor é explosão. É supernova. É um vulcão em erupção. AmorContinuar lendo “Sobre a experiência com a maternidade”

Agapefobia

Eu tenho medo O amor me dá medo Tenho tanto medo Medo de não ser aquilo que você espera Medo de você gostar de mim agora e não depois Medo de você voltar para os braços do mundo Medo O amor me dá medo Como uma pétala de flor perto de uma rajada de ventoContinuar lendo “Agapefobia”

Imprevisível

Tudo flui no invisível. Na nudez das palavras, no afeto expandido, no destino alinhavado, mesmo que a distância. Quem saberá ao certo de onde vem essa presença tão poderosa que transborda o dia, as horas, invade as estações, e mesmo desengonçado ilumina, sem me cansar. É tudo invisível. O abraço, o olhar e o sorrisoContinuar lendo “Imprevisível”

Sobre a intensidade do autoconhecimento

Entre o meio e o que está entre Entre as finalidades e o que acontece no meio Entre a fúria do terror noturno das impossibilidades à frenética exposição das nossas vísceras de vontade Tudo acumula Tudo anula Tudo convoca a potencialidade E o que é o céu senão o mar acima? E o que éContinuar lendo “Sobre a intensidade do autoconhecimento”

Sobre óbvios ululantes

Ultrapassamos a barreira das impressões. Das versões que fizeram e que fizemos de nós; Do mistério que costurou silencioso os músculos geradores do seu sorriso; Da verdade estampada na cara, na alma e no peito! Agora, sem amarras, nem traumas a vida celebra a beleza do aprendizado na impermanência! E que assim seja! No fundo,Continuar lendo “Sobre óbvios ululantes”

Lados

A dicotomia ancestral da luta do bem contra o mal. Dos azuis versus vermelhos. Da liberdade versus opressão. Do certo e do errado. Do rico e do pobre. Da paixão fruto da ideologia versus a da alienação. Do claro e do escuro. Dos gritos e dos insultos. – “E agora?” Da bomba e o fimContinuar lendo “Lados”

Sobre renovar a ideia de amor

Alguns amores são como sonhos. Projeções egoicas das nossas expectativas: Só sobrevivem enquanto a ilusão persiste. É difícil perceber o maniqueísmo do ego ressentido lutando mais por uma ideia de romance do que realmente por estar amando sozinho. A libertação chega quando a máscara cai. A nossa. Quando o modelo de príncipe/princesa encantada se vai.Continuar lendo “Sobre renovar a ideia de amor”

Babel

Você fala com os olhos Eu falo com as mãos Meu filho ‘pelos cotovelos’ Minha vizinha, mais do que o ‘homem da cobra’*! Falar Falar Mas, falar para quê? Falar é dizer? É revelar? É de fato desnudar? Permitir aos outros nos ver. Comunicar de fato o que há? Falar Falar… Muitos falam por falarContinuar lendo “Babel”