Escutar para além das orelhas

As gentes só escutam o que querem Ou o que podem entender do que escutam. Ouvir atualmente, vem sendo um ato prodigioso, Quase imaculado! Receber o que vem do outro em nossos tempos, sem julgamento, seria talento, uma meta ou utopia? Quem sabe um mantra para todos os dias: – Sempre escute para além dasContinuar lendo “Escutar para além das orelhas”

SelfGlossário

Leveza: Quando a alma dispensa as tormentas. Tranquilidade: Quando a gente sente uma ‘quenturinha’ no coração. Inspiração: Quando algo dos outros nos importa. Intuição: Quando o que vem de fora já não importa. Amor: A chave e a porta! Texto e foto: Yve Oliveira

Aqui

Um dia. Uma vez. Um de cada. Uma escada. Uma porta, Uma ponte, Uma janela aberta. Um começo. Uma estrada. Um teto. Uma história. Um destino. Uma asa aberta. Um tropeço. Um descompasso. Um ar cansado. Um zunido. Um funil. Não esqueço. Desapareço. Entonteço. Escureço. Dá um nó em mim. Apareço. Amanheço. Re [começo]. IluminaContinuar lendo “Aqui”

A arte cura

Havia guardado o teatro na gaveta; inclusive o prazer da entrega, da catarse iminente, da percepção da minha arte e da minha voz. Havia enfeitado o conceito da dramaticidade artística, travestindo estilos literários confusos, Era uma falsa alteridade. Eu me lembro de ter dito uma vez sobre a minha paixão pelo teatro: – “O palcoContinuar lendo “A arte cura”

É tarde!

É tarde amor, vem deitar! O nosso tempo jaz rápido demais! Ao longe escuto teus últimos sussurros gritando: Mais, ais, is, i… e Já não dá mais! É tarde! A luz apagou, Meu olho cerrou, Teu corpo se desconectou dos meus sentidos Sem desequilíbrios. Nossa alma carece de mais Paz. Ah, não se apraz! Desfaz,Continuar lendo “É tarde!”

Em exposição

Em exposição Nós! Nus! Expostos nas linhas e circunferências em uma liquidação. Nós! Corpos sem rosto, expressão, cor ou gênero sem interrelação. Nós Estamos vivendo assim ou não? Nus Seguiremos presos? Romperemos o vidro? Vestiremos a pose e o sorriso? Nós Estamos em promoção! Foto e texto: Yve de Oliveira

Poema da modernidade

Fazer de si um comércio. Esvaziar o amor. Fazer flyers de nós, a arte perfeita. Para a Rede. Em rede, estamos sós, por todos os lados. Absurdamente, Narcisamente, Com uma casca. Uma máscara, escancarada; egoicamente marcada. Mais nada. Nada a dizer. Texto e foto: Yve de Oliveira

Transpassar

Romper. Ultrapassar o tangível, o dito impossível. Ampliar o limite do céu no espelho. Vencer com o azul. Multiplicar as extremidades na lente, nos corpos, no pilar. Na beira é o fim ou o início? Sem precipício. foto e poema: Yve de Oliveira